23/09/2011

II SISEL (UFPA) e 17º Fórum de Letras da UNAMA

O SISEL – Seminário: Interação e Subjetividade no Ensino de Línguas





As professoras Sueli Pinheiro, Kelly Monteiro e Eunice Braga prticiparam do II SISEL, realizado nos dias 22, 23 e 24 de setembro, na Universidade Federal do Pará.

As docentes apresentaram, respectivamente, os trabalhos intitulados "Bula: aspectos textuais-discursivos nas estratégias de interação", "O livro didático do português como gênero discursivo: formas de subjetivação e representação didática" e "Contribuições da linguísticasistêmico-funcional para o ensino de línguas".








LETRAMENTO E EDUCAÇÃO: todos os fonemas são mágicos sinais...



                                   20 a 21 de Setembro de 2011- Unama Alcindo Cacela

As professoras Jane Miranda Alves  e Isabel Rodrigues ministraram o curso Letramento Digital os dias 21 e 22 de setembro, com carga horária de 08 h



Ementa: Conceito de letramento e alfabetização. Modelos de letramento. Letramento digital e suas contribuições ao ensino-aprendizagem da língua materna. Redes de relacionamento, mídias e hipertexto.



As professoras criaram Facebook, Orkut, Twitter e Blog específicos para o minicurso para que os diálogos com os cursistas continuem. A ideia é acompanhar os professores de língua materna e os graduandos de Letras nas atividades que desenvolvem nos diferentes contextos de atuação.
 
Endereços criados durante o curso: http://letramentodigitalunama2011.blogspot.com, letramentodigitalunama (Facebook e Orkut) e @letramentounama (Twitter).

A professora Isabel Rodrigues ministrará a oficina Letramento Digital e Formação do Professor na UFPA (Marabá) em novembro ampliando as discussões realizadas durante o Fórum de Letras. O primeiro passo foi criar o blog da FAEL (http://faculdadedalinguagemmaraba.blogspot.com) em parceria com os professores de Língua Inglesa.
 










  



10/09/2011

Reunião do dia 10/09/2011

PAUTA

1. Exposição dos artigos para o livro "Trabalho Docente"
2. Cronograma das próximas reuniões.
Presentes: Socorro Pastana, Bernadete Lima, Rita Leal, Aline Araújo, Tiago Santos, Sueli Pinheiro, Suzanny Silva, Kelly Marques, Rita Bentes, Patrícia Almeida, José Anchieta, Fátima Rodrigues, Celeste Rebelo, Helena Chaves, Débora Ferreira.

ORIENTAÇÕES GERAIS

OBJETIVOS/OBJETOS DE PESQUISA

• Análise de uma sequência didática.
• Caracterizar o trabalho docente a partir das teorias de gêneros discursivos e das teorias de ensino-aprendizagem de línguas.
• Descrição e análise de atividades docentes realizadas em sala de aula, em contextos diversos.
• Percepções dos alunos em formação inicial sobre uma tarefa acadêmica pela qual se acham envolvidos.
• Formação inicial e práticas de ensino de professores de língua portuguesa.

CARACTERÍSTICAS

• Conjugar contribuições “de ordem didático-pedagógica [...] com os estudos enunciativo-discursivos” (GOMES-SANTOS, 2009, p. 41) e textuais.
• “Ensinar é um trabalho”
• Estudar a interação na sala de aula.
• Utilizar pesquisa bibliográfica e/ou de campo, com gravação em áudio e vídeo e/ou do uso de caderno de notas.

Lista de artigos para o livro “Linguagem e trabalho docente”

1. Sandoval Nonato Gomes-Santos: "O trabalho docente como texto e o texto no trabalho docente".
2. Patrícia Almeida e Mª. Bernadete Lima: " Trabalho docente, alfabetização e currículo: o papel das demandas".

3. Débora Ferreira e Rita Leal e Isabel Rodrigues "Trabalho docente e didatização de gêneros discursivos: desafios e avanços no ensino de português".

4. José Anchieta Bentes: "O trabalho docente na educação de surdos".
5. Isabel Rodrigues: "O trabalho de professoras aposentadas" (precisa confirmar)
6. Socorro Pastana e Eunice Pereira: “Análise de sequencias didáticas”
7. Ma. Helena Chaves: "O trabalho docente e a oralidade escolar"
8. Rita Bentes; Sueli Pinheiro da Silva; Suzanny Silva: "O trabalho do professor e os saberes na docência" ou " O trabalho do professor e os saberes articulados d(n)a formação inicial à docência".
9. Conceição Azevedo: "O trabalho docente no ensino superior".
10. Inéia Abreu: "Trabalho docente e escrita na Educação de Jovens e Adultos" (precisa confirmar)
11. Fátima Rodrigues e Celeste Rebelo: “EJA e a prática docente”
12. Heloísa Jordão: "Trabalho docente e heterogeneidade sociocultural"
13. Kelly Marques: “Trabalho docente e subjetividade”
Posfácio
Sobre os autores

PRAZOS

Primeira versão – próxima reunião – dia 22/10/2011.
Próxima reunião: 22 de outubro (sábado), às 15 horas na Escola Astério de Campos.
Para o artigo:

Entre 12 e 15 páginas (A4, Arial 12, espaçamento entre linhas de 1,5, citações na altura do 4 cm, sem aspas, sem itálico, em fonte 10 e na linha imediatamente posterior ao corpo do texto, sem espaço).

Lançamento do livro na UEPA - em novembro/2011.
Negociar uma data para uma jornada de um dia ou um outro evento programado.

09/09/2011

Mais fotos do lançamento e da palestra realizada pelo DLLT




















Palestra do DLLT na FEIRA DO LIVRO 

A mesa foi mediada pela professora Sueli Pinheiro e composta pelas professoras Débora Ferreira que abordou a temática " “Letramentos locais e práticas de ensino de língua portuguesa” , Eliete Solano que discutiu acerca das concepções de "Interculturalidade por meio da apresentação de aspectos metodológicos e práticas diferenciadas" da Licenciatura Intercultural Indígena que será ofertada pela Uepa em 2012, bem como da professora Mara Jucá que apresentou a temática "Comportamento das vogais nasais na língua indígena Waiwai".



Palestra do DLLT na FEIRA do Livro - Débora Ferreira, Eliete Solano,  Mara Jucá e Sueli Pinheiro
  

Próxima reunião sábado 15 horas

Lembremos de nossa reunião:



Data: 10/09/11
Local: Escola Astério de Campos
Hora: 15h


Pauta:
1. Exposição dos artigos para o livro "Trabalho Docente"
2. Avaliação do lançamento do livro "Linguagens, saberes e interculturalidade" na Feira do Livro
3. Cronograma das próximas reuniões
4. Jornada de Letras em Cametá
Abraços e até lá.

06/09/2011

Lançamento do primeiro livro do GELPEA

O lançamento do primeiro livro do GELPEA aconteceu ontem, das 17h30 às 19h, no estande da EDUEPA. O evento foi marcado por uma concorrida sessão de autógrafos constituída pelos recém-graduados em Letras (UFPA- Bragança) e docentes da UEPA e da UFPA responsáveis pela elaboração dos artigos e organização do livro. Este diferencial marcou o início da produção acadêmica do GELPEA, que em breve, terá como autores professores da Escola Básica que participam das discussões realizadas pelo grupo.










01/09/2011

Entrevista na TV Nazaré

No dia 07 de setembro, às 15h, vai ao ar a entrevista que concedemos ao programa pensando bem da TV Nazaré, canal 30. A temática abordada foi a questão da leitura e da escrita nas escolas da educação básica, a discussão foi suscitada a partir da divulgação dos resultados da prova ABC.

Os resultados da primeira edição da Prova ABC, avaliação educacional do final do ciclo de alfabetização da educação brasileira, indicam que 43,9% das crianças que terminaram o terceiro ano do ensino fundamental nas redes públicas e privadas não aprenderam o que era esperado em leitura. Na região Norte, esta média chega a 56,4%. No Pensando Bem de hoje vamos discutir sobre a realidade da educação no ensino da escrita e da leitura, especialmente aqui na Amazônia. Quais as maiores dificuldades, quais as variáveis que contribuem para estes dados?

Entrevistadas:
- Selma Pena, doutora em educação – UFPA.
- Débora Ferreira, professora da Educação básica, mestre em linguística, especialista em letramento.

30/08/2011

LANÇAMENTO DO LIVRO Linguagens, saberes e interculturalidade NO DIA 05 DE SETEMBRO

O guará simboliza além da resistência magnífica, a vida e a sabedoria. O pássaro possui cor escarlate, uma mistura de laranja e vermelho. Essas cores advêm da coleta de crustáceos que pigmentam suas penas, dando beleza ao ambiente natural; portanto, o guará é o símbolo de fortaleza e resistência de luta para sobreviver em seu melhor habitat: a natureza.

Em muitos aspectos podemos relacionar com a vida de um professor pesquisador, sobretudo ao professor da área de linguagem.
Agora é só deixara imaginação fluir.
Com satisfação que convidamos você para o lançamento do livro Linguagens, saberes e interculturalidade no dia 05 de setembro, no estande da EDUEPA, de 17:15 às 18:00.


Na Sala Pará, no dia 06 de setembro, de 10h30 às 12h, ocorre o Ciclo de Educação, sob a responsabilidade da UEPA. Na mesa redonda, teremos a professora Débora Cristina do Nascimento Ferreira que proferirá a palestra “Letramentos locais e práticas de ensino de língua portuguesa”


XV Feira do Livro
Data: 02 a 11/09/2011, das 10h às 22h
Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia - Belém-Pará

29/08/2011

IV SIGET

A escolha do Guará

Sábia escolha do Guará vermelho para simbolizar a capa do nosso livro; a mistura do escarlate com o preto, o branco, e ,eu acrescento o verde-escuro, cria uma imagem de um ambiente natural de vida, beleza e sabedoria de uma das mais resistente espécies da terra: o guará vermelho; o guará resistiu não só aos indíos predadores, por causa da sua falta de sensibilidade e desconhecimento usando as penas para adorno , como também as ações dos colonizadores comercializando as suas penas, dos que detestam os ambientes limpos, os urbanos, como é o exemplo de Cubatão, em São Paulo, que finalmente os guarás venceram e parece que agora vão ter resistir aos vândalos, aos que simplesmente adoram matar. Haja resistência!!

O guará simboliza além da resistência magnífica, simboliza também a vida e a sabedoria através da sua cor escarlate, uma mistura de laranja e vermelho, que só é possível com o instinto de coletar crustáceos para pigmentar e manter viva a sua cor, dando beleza ao ambiente natural; portanto, o guará é o simbolo de fortaleza e resistência de luta para sobreviver em seu melhor habitat: a natureza.

Acredito que tem muitos aspectos que podemos relacionar com a vida de um professor pesquisador, sobretudo ao professor da área de linguagem, agora é só deixara imaginação fluir.

Outro aspecto importante é que o Guará é uma ave que está em muitos territórios do Brasil e fora dele.
Abraços!
Rita Bentes

28/08/2011

Email ao prof, Miotello

Querido professor Miotello,

A exemplo de um outro email seu, eu também acabei de ligar o note para informar as novidades e vi sua mensagem.
Aí vai ele: uô-uô-uô-uô-uÔ-UÔ-UÔ....
A tribo está em festa.
Os livros chegaram na quinta, mas somente hoje nós os vimos: estão liiiIIInnndos.
São livros de-ver-da-de! Passamos a manhã os admirando e conversando a respeito da divulgação e lançamento.
Estão perfeitos: o tamanho, o designer, o espaçamento das letras, das linhas e dos textos. A capa, a contracapa, as página iniciais, AS ORELHAS (muito grata pelos textos das orelhas que eu não tinha conseguido ler na versão eletrônica). E o texto de apresentação, professor, que já está sendo citado por colegas em suas aulas e textos: suas palavras nos movem na direção da alteridade, de "quem quero ser-para-os-outros-sendo-para-mim", nos revelam outros para nos mesmos, forjados na arena do cotidiano. Outros cheios de entusiasmo e de vaidade e que se enchem de coragem para ousar novas produções.

Este livro há de ser o primeiro de muitos outros produzidos por nós, por nossos colegas e nossos alunos. E, sem dúvida, contamos com o senhor em futuras parcerias.


Os alunos de Bragança não puderam vir a Belém e ainda não o viram. Mas eles o apreciarão já esta semana. Seu primeiro lançamento será dia 5 na Feira Panamazônica do Livro, em Belém, cortesia da UEPA (Universidade do Estado do Pará) que abriu espaço em sua programação para nós, uma vez que quatro professores do GELPEA e autores do livro são do quadro dessa instituição. Logo depois, faremos um lançamento em Bragança, depois outro na UEPA, em Belém e ainda faremos uma exposição na jornada de Letras em Bragança. Acho que depois não haverá mais exemplares disponíveis.
Mandaremos fotos, melhor, levaremos fotos, se nossos planos vingarem.
Abraço muito carinhoso, no senhor e beijos na professora Bel.
Helena

Primeiro livro: Linguagens, saberes e interculturalidade

SOUZA, Camila da Silva; CHAVES, Maria Helena Rodrigues; GELPEA (org.). Linguagens, saberes e interculturalidade. São Carlos: Pedro & João Editores. 2011. 170p. ISBN: 978.85.7993-060-7.



1. EBELLI. 2. Rodas de conversas. 3. Formação de professores. 4. Autores. I. títulos

Fotos da participação no SIGET - Natal-RN








10/08/2011

CONTOS DE FADAS PARODIADOS: A APROPRIAÇÃO DE DIMENSÕES DISCURSIVO-TEXTUAIS POR UMA ALUNA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

Patrícia Sousa Almeida (UFPA)

Neste estudo, pretende-se discutir e apontar o modo com que uma aluna com deficiência intelectual (DI) demonstra, em uma produção textual sua, ter se apropriado de habilidades discursivo-textuais relativas ao gênero conto de fadas parodiado. Para a análise, foram convocados textos produzidos por alunos de uma classe de 5ª série do Ensino Fundamental de uma escola pública localizada em Icoaraci, distrito administrativo de Belém/PA, no ano letivo de 2010. Trata-se de uma pesquisa-ação cujo objetivo era compreender em que medida as interlocuções operadas em classe influenciavam na produção textual escrita de uma aluna com capacidade intelectual abaixo da média. A pesquisa ocorreu dentro dos limites do ensino e da aprendizagem de língua materna, especificamente voltada para a investigação dos modos de constituição de gêneros em contexto escolar por indivíduos em situações singulares de interação. Excluem-se de nosso escopo, portanto, as especificidades médicas-científicas da DI. Tal investigação justifica-se na medida em que, apesar de a inclusão de pessoas com deficiência ser política pública com mais de quinze anos no Brasil, desde a aprovação do referendo à Declaração de Salamanca de 1994, ainda há carência de estudos que esclareçam, de maneira mais geral, os modos de aprendizagem de pessoas com DI e, de modo maneira mais específica, os modos de apropriação de estratégias discursivo-textuais por essas pessoas. Assim, uma abordagem dessa natureza pode vir a contribuir tanto com estudos que se dedicam a compreender os processos de ensino e de aprendizagem escolar quanto àqueles que visam compreender como se dá a constituição de gêneros textuais em práticas sociais institucionalizadas.
Palavras-chave: deficiência intelectual (DI); gênero conto de fadas parodiado; apropriação.

A AUTO E HETEROAVALIAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ENSINO APRENDIZAGEM DE UM GÊNERO FORMAL E PÚBLICO- A EXPOSIÇÃO ORAL.

Jane Miranda Alves (SEDUC-PA)

Este estudo propõe descrever e analisar o processo de apropriação do gênero exposição oral por alunos da terceira série do ensino fundamental de uma escola pública federal da zona urbana de Belém (PA) no contexto das práticas de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. Esta pesquisa caracteriza-se dentro de um contexto específico em que os dados foram gerados assim como pelo perfil dos envolvidos na situação de aprendizagem, crianças ainda em fase de letramento, constituindo-se, não raro, em estreita articulação com sua inserção, essa nem sempre ativa, na cultura escolar no tempo-espaço em que se constitui. O estudo desenvolveu-se com base nos procedimentos da pesquisa colaborativa. A base teórica, por sua vez, convocou os estudos enunciativo-discursivos de base bakhtiniana e sócio-histórico de base vygotskyana, assim como os estudos acerca das sequências didáticas propostas por Schnewuly e Dolz (2004). A análise das produções dos alunos permite reconstituir um dos traços do processo de apropriação durante uma exposição oral, a auto e a heteroavaliação. Desta forma, o aprendente se autoavalia e avalia seus colegas a partir de dois aspectos: i) a apropriação de informações e a construção do conhecimento; ii) a aplicação dos conhecimentos construídos. O primeiro aspecto ocorreu em três momentos distintos: através das fichas de avaliações, da visualização em vídeo de suas exposições e por meio de avaliações orais. O segundo se deu através da efetivação das fichas de avaliação, constituídas como parte integrante do processo desde o preenchimento por escrito destas pelos aprendentes até a apresentação da exposição oral final dos alunos. A análise permite evidenciar a auto e heteroavaliação como uma resposta viva e ativa às formas como os alunos internalizam as características próprias de um dado objeto estudado e ao modo como se posicionam criticamente quanto às exposições orais em geral.
PALAVRAS-CHAVE: Exposição oral. Sequência didática. Auto e Heteroavaliação.

09/08/2011

A PERSPECTIVA DO MULTILETRAMENTO NO ENSINO DE PESSOAS DEFICIENTES

José Anchieta de Oliveira Bentes (UEPA) Rita de Nazareth Souza Bentes (UEPA)

Resumo

Aspectos como a influência da mídia, a diversidade cultural e as variedades linguísticas apontam para um repensar da alfabetização nos moldes tradicionais de trabalhar apenas os símbolos gráficos: a letra e a palavra impressa. A principal crítica que se faz é a prática de linguagem baseada unicamente na escrita impressa valorizada e globalizada, ligada à padronização da língua nacional, presa as contingências de ordens político-econômicas e monolíngues, desconsiderando as práticas sociais de linguagens dos alunos que são oriundos de comunidades heterogêneas e de pessoas que são deficientes. Diante disso, o objetivo principal deste trabalho é apresentar um instrumento de avaliação que proporcione aos professores uma análise que constate a situação de aprendizagem atual de alunos deficientes e a partir desta apreciação criar atividades de letramentos, de modo que os mesmos se apropriem de conhecimentos, conforme suas capacidades e potencialidades. A pesquisa foi construída no ano de 2010, a partir da avaliação de quatro alunos deficientes: um tetraplégico, um deficiente intelectual, um deficiente múltiplo e um surdo, estudantes de uma escola da rede municipal pública de Belém-PA. A análise dos dados, que se baseou nos estudos realizados por Moita-Lopes & Rojo, 2004; Rojo, 2009, revelou que a avaliação e as propostas de letramentos podem ser bastante úteis para a elaboração do currículo e para o programa individual desses alunos em sala de aula, resultando que para se ensinar as pessoas deficientes deve ser considerada suas condições de aprendizagens: o modo como leem, produzem e, consequentemente, como aprendem e usam em diversos contextos sociais os diversos gêneros multimodais, ampliando para uma variedade de linguagens, múltiplas semioses, para o multiletramento, superando a pedagogia tradicional da alfabetização, centrada na modalidade escrita, portanto em uma única modalidade.

Palavras-chave: Multiletramentos. Gêneros multimodais. Avaliação diferenciada.

BULA: ASPECTOS DISCURSIVOS E ESTRATÉGIAS RUMO À INTERAÇÃO


Sueli Pinheiro da Silva-UEPA

A pesquisa em questão tem a bula de remédios como centro de investigação, considerada como um dos gêneros mais estabilizados em nossa sociedade. Partimos inicialmente da concepção bakhtiniana de linguagem (1977), ratificada em Marcuschi (2007) e Dolz & Schneuwly (2007) acerca dos gêneros textuais/discursivos considerando-os como manifestações da língua por meio de formas textuais estabilizadas histórica e socialmente situadas. Atualmente, a bula não é somente destinada aos consumidores dos medicamentos, como há uma acentuada preocupação em relação ao atendimento às necessidades de interação entre os interlocutores envolvidos no movimento discursivo que ela promove. Para tanto, mudanças quanto aos aspectos discursivos deste gênero vem sendo determinadas e legitimadas por meio de estratégias formais de uso da língua. Tais mudanças estão relacionadas a sua organização textual-discursiva, sobretudo no que se refere às escolhas lexicais nela impressas pelo seu enunciador. Nesta comunicação, apresentamos aspectos discursivos e analisamos as estratégias utilizadas neste gênero que, por força das necessidades de interação com um interlocutor em especial - o consumidor – atualmente se configura com uma proposta de linguagem mais acessível à compreensão deste leitor, a fim de garantir melhores condições de interação. O resultado aponta para avanços na produção deste gênero pelos laboratórios no sentido de atingir, de modo mais profícuo, o leitor-consumidor. Desta forma, visamos contribuir para os estudos da linguagem, dos gêneros e do discurso.



Palavras-chave: gênero, bula, aspectos discursivos.

07/08/2011

fotos da reunião






Reunião do dia 6 de agosto

Reunimos dia 6 de agosto no auditório da escola Asterio de Campos.



Presentes (12): Patrícia Almeida, Graça Cunha, Kelly Marques, José Anchieta Bentes, Maria Bernadete de Lima, Rita Bentes, Rita Leal, Eunice Braga, Sueli Pinheiro, Ozana Oliveira, Jane Miranda Alves, Elmira Gomes.


Informes:


1) Foi editado o livro “Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita e leitura”, organizado por Vanda Maria Elias, com artigo de Sandoval Gomes-Santos e Patrícia Almeida: “Escrita e trabalho docente na alfabetização”. Foi doado um exemplar para compor a biblioteca do GELPEA.


2) Foi adiada a inscrição de trabalhos do SISEL para 31 de agosto. O evento acontece no período de 22 a 24 de setembro, na UFPA – Belém. Já inscreveram trabalhos as professoras Kelly Marques e Eunice Braga.


3) O livro organizado por Helena Chaves, Camilla e GELPEA – A quota para quem tem artigo é de 66,60. Ficou o Anchieta de recolher os valores de Sueli, Rita Bentes, Anchieta, Débora, Alex e Louise (alunos da Ufpa).


4) Próxima reunião do GELPEA - sábado dia 10 de outubro – apresentação das propostas de artigos para o próximo livro do GELPEA. Anteriormente os autores devem enviar os artigos para o e-mail dos integrantes. Os autores são os seguintes: 1) Eunice e Pastana; 2) Patrícia e Berna; 3) Jane, Rita Leal e Débora; 4) Rita Bentes, Sueli Pinheiro e Suzanny; 5) Anchieta; 6) Simone Viana.


Apresentações para o SIGET


1) Contos de fadas parodiados: a apropriação de habilidades discursivo-textuais por uma aluna com deficiência intelectual - Patrícia Sousa Almeida (UFPA).


2) Bula: aspectos discursivos e estratégias rumo à interação - Sueli Pinheiro da Silva (UEPA).


3) A perspectiva do multiletramento no ensino de pessoas deficientes - José Anchieta de Oliveira Bentes (UEPA) e Rita de Nazareth Souza Bentes (UEPA)


Encaminhamento: Próxima reunião será no dia 10 de setembro à 15h no Auditório da UEES Profº Astério de Campos

03/08/2011

Reunião dia 06 de agosto, às 15h.

Olá a todos!

Combinamos a próxima reunião do GELPEA para o dia 06 de agosto, às 15h, na Escola Profº Astério de Campos.


Pauta:
Apresentações para o SIGET
1) Contos de fadas parodiados: a apropriação de habilidades discursivo-textuais por uma aluna com deficiência intelectual - Patrícia Sousa Almeida (UFPA).
2) Bula: aspectos discursivos e estratégias rumo à interação - Sueli Pinheiro da Silva (UEPA).
3) José Anchieta de Oliveira Bentes (UEPA) e Rita de Nazareth Souza Bentes (UEPA)
4) Jane Miranda Alves


Artigos para o livro do GELPEA

Não faltem!

29/07/2011

Reunião extra do GELPEA 28/07


O encontro do Gelpea foi regado a um bom lanche e uma boa conversa acadêmica, que iniciou com a exposição do projeto da Conceição Azevêdo aos colegas do grupo.


Em seguida, as conversas ficaram em torno da viagem a Natal, para o VI SIGET e da produção dos artigos para o livro "Linguagem e Trabalho Docente".

No mês de setembro, ocasião da passagem do professor Sandoval por Belém, ficou marcado, possivelmente, novo encontro. O professor virá a convite do Professor Luis Valente, para uma conversa acadêmica em Cametá.

Reunião do GELPEA – 28/07/2011

Local: Casa da Elmira – Hora: 16 às 18 horas.
Presentes: Sandoval Gomes, Elmira Gomes, Socorro Pastana, Eunice Braga, Sueli Pinheiro, José Anchieta Bentes, Rita Bentes, Conceição Azevêdo
Ponto de pauta: apresentação do projeto de Maria da Conceição Azevedo

Título: "Trabalho docente no ensino superior: as formas do trabalho de professores universitários no interior da Amazônia"


Objetivo geral:
Descrever e analisar as formas do trabalho de professores dos cursos de licenciatura em Letras da Universidade Federal do Pará, nos campi dos municípios de Castanhal, mesorregião metropolitana de Belém (PA), Bragança e Abaetetuba, Nordeste do Pará.


Questões gerais:

i) como o trabalho dos professores universitários afeta e é afetado pela conjuntura institucional e pela natureza da sua inserção na vida da comunidade?


ii) de que maneira o trabalho desses professores articula determinações institucionais e socioculturais e como essas determinações se reconstituem na instância da sala de aula, na instância do ofício de ensinar em seus diferentes componentes?


iii) na sala de aula, que estatutos assumem os textos de diversos gêneros textuais que aí circulam (textos teóricos, artigos científicos, resenhas, capítulos de livro, exposição oral do professor, seminários etc.), em articulação com outros registros semióticos (slides, transparências etc.), como componentes do funcionamento didático do trabalho docente (objetos de consumo, objetos de estudo, instrumentos didáticos etc.)?
Metodologia: está ancorada na abordagem qualitativa do tipo etnográfico, com enfoque adaptado à educação (Cf. ANDRÉ, 2007).


Instrumentos de geração de dados: triangulação de procedimentos metodológicos, comum a pesquisas de base etnográfica: i) a diversidade de sujeitos; ii) a variedade de fontes de informação (depoimentos, entrevistas e documentos); e iii) a multiplicidade de perspectivas de análises/interpretações de dados.
O grupo apreciou o trabalho da professora Conceição, avaliando que este projeto combina o contexto da interiorização da Universidade Federal do Pará com o trabalho docente em sala de aula.

26/07/2011

Reunião extra do GELPEA - 28 de julho

Na próxima quinta-feira, 28/07, as 16 horas, reuniremos para apreciar a exposição da professora Maria da Conceição Azevêdo, recém aprovada no doutorado da USP, na linha temática Linguagem e Educação.

Contaremos com a presença do professor Dr. Sandoval Gomes-Santos.

Local: casa da Elmira

Não falte

15/07/2011

Doutorado em educação da USP


É com satisfação que informamos que a professora Maria da Conceição Azevêdo do campus Bragança da UFPA foi aprovada na última seleção para cursar doutorado em Educação na USP.
A linha temática é Linguagem e Educação e terá como orientador o Dr. Sandoval Gomes-Santos.
Ambos são integrantes do GELPEA.

07/07/2011

defesa da Ozana

Olá a todos,

Aviso: a defesa da Ozana, aluna a qual eu orientei, e uma das integrantes do Gelpea, ficou agendada para dia 08 de julho, sexta-feira, às 10:00, no auditório Paulo Mendes (UFPA).


O tema: HagáQuê: da retextualização do visual à produção escrita no contexto escolar da pessoa surda.
Rita Bentes

26/06/2011

Sessão de comunicações coordenadas no 18o. InPLA - 24/06

Aconteceu...
A sessão de comunicações coordenadas no 18o. InPLA, na PUC-SP.

Sexta-feira, 24 de junho de 2011, 18:40 - 20:40 Sessão Id 81 Sala 204


Texto e trabalho docente em práticas de alfabetização


Tema(s): Ensino de língua materna/Aquisição de primeira língua
Coordenador:Sandoval Nonato Gomes-Santos

(1) Sandoval Nonato Gomes-Santos (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
O texto na alfabetização: o oral, o escrito e o multissemiótico


(2) Patrícia Sousa Almeida (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ)
Maria Bernadete de Lima (SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO PARÁ)
Trabalho docente e alfabetização: o papel das demandas.

11/06/2011

Reunião do Gelpea


Dia: 11 de junho de 2011
Local: Escola Astério de Campos
Presentes: Rosangela Nogueira, Ariane Carvalho, Rosana, Sueli Pinheiro, Patrícia Almeida, Dorcas Brelaz, Osana Barbosa, Anchieta Bentes, Aline Araújo, Débora Nascimento, Bernadete Lima, Rita Bentes.


Pauta:
1) Apresentação de “Trabalho docente e alfabetização: a questão das demandas” por Patrícia Almeida e Bernadete Lima.
2) Apresentação de “O trabalho docente, de Bernard Schneuwly” por Rita Bentes.


Trabalho docente e alfabetização: a questão das demandas de Patrícia Almeida e Bernadete Lima
O trabalho será apresentado no dia 24 de junho no INPLA, em São Paulo. Fruto da pesquisa de Mestrado de Patrícia Almeida, em 2008, com alunos da primeira série do ensino fundamental. Tais alunos se apropriaram em um grau bom da escrita, despertando a curiosidade da pesquisadora de como a professora conseguiu realizar esse feito.

As autoras apresentaram:

a) o objetivo - refletir sobre o modus operandi de uma docente e a constituição particular do currículo, em uma prática de alfabetização de uma escola pública municipal localizada na periferia de Belém.

b) o referencial teórico - baseou-se na teoria socioenunciativa de Bakhtin/Volochinov e os estudos do currículo de M. Apple e Tomas Tadeu da Silva.

O currículo é construído dialeticamente, abrangendo saberes e a cultura local e global.

A primeira demanda se constituiu a partir da situação de que alunos se sentiam humilhados pelos demais colegas devido a situação de terem pais com profissões consideradas desprestigiadas – peixeiros, por exemplo. Tal humilhação ocorria por meio de chacotas em sala de aula. A demanda emergida, então, foi a narrativa autobiográfica. A narrativa se tornou a demanda, mas para que ela ocorra o professor deve permitir que isso ocorra.

A professora em outra atividade relacionada levou os alunos para uma área fora da sala de aula para brincar de peteca – prática referida com de cultura local – para depois trabalhar geometria em sala de aula. Nessa atividade emergiram conteúdos atitudinais, uma vez que nessa atividade, somente um aluno tinha petecas e se intitulou “coordenador” do jogo.
É no diálogo, no dizer do que gosta e do que não gosta, que ocorrem as demandas para a sala de aula. É nesse contexto menos planejado que surgem as demandas.
E por que essas demandas geralmente não incorporadas na sala de aula?
O pressuposto é que a bagagem cultural dos alunos devem ser respeitados e agregados ao currículo. Para que isso ocorra deve ocorrer a flexibilidade. O professor deve fazer opções – e essas opções podem estar em conflito com as posições de coordenadores, que dizem o que deve ser feito, como o aluno deve ser avaliado.
Essas escolhas influenciam na vida dos alunos. No contato diário, vai se decidindo o que é mais importante na vida dos alunos.
A seguir, foi discutido a não linearidade da sala de aula, do livro didático.
Nas considerações finais foi dito sobre a sedimentação da prática docente da professora pesquisada, que utiliza elementos ortográficos, gramaticais e discursivos. Os dois últimos são mais flexíveis que o primeiro.
O estilo da professora é o internamente persuasivo, no sentido bakhtiniano de dar espaço para a palavra alheia.
Ocorreu a participação da cultura local, exemplificado na ação de uma aluna que disse para professora que seu pai trabalhava “lá em cima”, significando “na feira”. A professora, no caso, respeito a fala da aluna.
Tais atitudes, de contestar a exploração do trabalho do professor, de demonstrar a consciência no que está fazendo contribuem para a reversibilidade do processo de proletarização do trabalho do professor.
A professora tem consciência que deve ensinar a ler e a escrever, e que isso sirva para que os alunos possam melhorar suas condições de vida.


A segunda apresentação foi do texto “O trabalho docente, de Bernard Schneuwly” por Rita Bentes.
Alguns trechos de sua apresentação:
“O trabalho é em princípio um ato que se passa entre o homem e a natureza”.
Três elementos compõem o processo do trabalho:
“1. A atividade pessoal do homem ou trabalho propriamente dito;
2. O objeto sobre o qual o trabalho age;
3. O meio pelo qual ele age” (p. 137).
Questionamentos: Quais os meios deste trabalho? Quais propriedades destes meios permitem agir sobre o objeto do trabalho? Quais são os objetos sobre os quais trabalha o professor? Quais são as finalidades deste trabalho?
Elementos de resposta a estas questões: O objeto do trabalho docente são os processos psíquicos dos alunos; ou seja, aquilo sobre o que o professor trabalha são os modos de pensar, de falar e de agir, que ele deve transformar em função das finalidades definidas pelo sistema escolar.
Para responder a estas questões, a teoria vigotskiana do desenvolvimento e da construção dos sistemas psíquicos pelas ferramentas ou instrumentos psicológicos, inspirada diretamente na teoria marxista do trabalho, aponta um horizonte:
“Os instrumentos psicológicos são elaborações artificiais, são sociais por natureza, e não orgânicos e individuais, são destinados ao controle dos processos do comportamento próprio e dos outros (...)” (Vigotski, 1930-1985, p. 38).
O professor, como trabalhador, é um agente de transformações visando a produzir, com o auxílio de instrumentos semióticos, uma série particularmente complexa de funções psíquicas como a escrita e a leitura, atividades linguageiras altamente desenvolvidas; ou como os modos de pensar disciplinares manifestos, por exemplo, nos conceitos científicos.


Próxima reunião 6 de agosto de 2011, sábado. Horário 9 horas. Local: escola Astério de Campos

10/06/2011

Convite para reunião do Gelpea

Convidamos a tod@ para a próxima reunião do GELPEA

Dia: 11 de junho de 2011
Hora: 15 horas
Local: Escola Astério de Campos


Pauta:
Apresentações de textos
Informes

03/06/2011

II Colóquio de Ensino, Pesquisa e Extensão em Língua e Literatura do DLLT

Local: Auditório do CCSE (biblioteca central)
Dias:  16 e 17/06/2011
O II Colóquio tem como objetivo oportunizar um espaço de reflexão e debate sobre a produção do conhecimento no campo da língua e da literatura. Pretende-se com este evento dar visibilidade aos projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidos pelos docentes da UEPA vinculados ao DLLT e de outras IES, como forma de valorização profissional, reconhecimento de mérito e socialização do conhecimento.
A participação do GELPEA será com os seguintes trabalhos:
Dia 16/06 (quinta-feira) -  10:00h às 12:00h  - Comunicação oral:
Didatização de gêneros discursivos no ensino básico: desafios e avanços no ensino de português para turmas numerosas. (pesquisa) Profa. Ms. do DLLT Débora Cristina do Nascimento Ferreira.

DIA 17/05 (sexta-feiraa) - 10:00h às 12:00h - Comunicação oral - Coordenação: Profa. Sueli Pinheiro (DLLT)
Práticas de linguagem: recepção e produção de textos em HáQuê: Profa. Ms. do DLLT Rita Bentes, Profa. Esp. Dorcas Brelaz (SEDUC) e Ozana Oliveira (UFPA).

27/05/2011

“Se nos calarmos, as florestas gritarão”

Vejam o quão triste ainda é nossa realidade social...Carta da CPT sobre o assassinato de trabalhadores rurais no Pará.



A Coordenação Nacional da CPT, reunida em Goiânia para uma de suas reuniões ordinárias, recebeu com extrema tristeza e indignação a notícia do assassinato do casal Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, ocorrido na manhã do dia 24 de maio, no Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Esta é mais uma das ações do agrobanditismo e mais uma das mortes anunciadas. O casal já vinha recebendo ameaças de morte. O nome deles constava da lista de ameaçados de morte registrada e divulgada pela CPT. O de José Cláudio em 2009 e em 2010, e o de sua esposa Maria do Espírito Santo, em 2010 (seguem em anexo as duas listas). Esta lista, junto com a dos assassinatos no campo de 1985 a 2010 foi entregue ao Ministro da Justiça, no ano passado. Mas nenhuma providência foi tomada.

José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km, ao passarem por uma ponte, em péssimas condições de trafegabilidade, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e a levaram como prova do crime.

Registra nota CPT de Marabá, que esteve no local do crime.

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram pioneiros na criação da reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira no ano de 1997. Devido à riqueza em madeira, a reserva era constantemente invadida por madeireiros e pressionada por fazendeiros que pretendiam expandir a criação de gado no local.

Mas nossa indignação aumentou com a notícia, veiculada pelo jornal Valor Econômico do dia de hoje, 25, de que o deputado José Sarney Filho ao ler, em plenário, a reportagem da morte dos dois lutadores do povo, foi vaiado por alguns deputados ruralistas e pessoas presentes nas galerias da Câmara Federal, que lá estavam para acompanhar a votação do novo Código Florestal. Este fato nos dá a exata dimensão de como a violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo é tratada. Certamente a notícia

destas mortes foi recebida com alegria em muitos espaços, pois mais um “estorvo” no caminho dos ruralistas e dos defensores do agronegócio foi removido.

A Coordenação Nacional da CPT reafirma a responsabilidade do Estado por este crime. A vida das pessoas e os bens natureza nada valem se estes se interpuserem como obstáculo ao decantado “crescimento econômico”, defendido pelos sucessivos governos federais, pelos legisladores do Congresso Nacional que aprovam leis que promovem maior destruição do meio ambiente, e pelo judiciário sempre muito ágil em atender os reclamos da elite agrária, mas mais que lento para julgar os crimes contra os camponeses e camponesas e seus aliados. A certeza da impunidade alimenta a violência.

Parafraseando o Evangelho, não podemos nos calar diante desta barbárie, pois se nos calarmos, as florestas falarão (Lc 19,40).

Goiânia, 25 de maio de 2011.

Coordenação Nacional da CPT

24/05/2011

Comunicação no 4º SBECE e 1º SIECE.

O professor José Anchieta Bentes apresentou hoje, pela parte da tarde, a comunicação “Construção de um paradigma para analisar o fenômeno da (a)normalidade”, no 4º Seminário Brasileiro de Estudos Culturais e Educação (4º SBECE) e 1º Seminário Internacional de Estudos Culturais e Educação (1º SIECE). Os seminários estão acontecendo de 23 a 25 de maio de 2011 em Canoas - Rio Grande do Sul.




O resumo da apresentação:

Construção de um paradigma para analisar o fenômeno da (a)normalidade



Os estudos da deficiência relacionam pesquisas da questão social da deficiência com os estudos sobre raça, gênero, classe social, nacionalidade, arte e outros. Tais estudos pretendem constituir um agrupamento instável com interesses os mais diversos, unidos pela reivindicação contra os padrões de normalidade que oprimem e rejeitam os corpos anormais. Este trabalho tem a orientação epistemológica dos estudos socioculturais da deficiência, que em linhas gerais pretende uma revisão da dicotomia entre corpo normal versus anormal. Tal escolha não tem a intenção de negar a construção teórica desenvolvida para diagnosticar e prevenir que crianças nasçam com alguma lesão ou a adquiram em decorrência de acidente; também não pretende subestimar os avanços realizados pela pesquisa experimental, que descrevem comportamentos previsíveis na aquisição de informação conceitual e nos processos de compreensão de leitura e fala de vocábulos ou sentenças em crianças com ou sem deficiência. Almeja-se, no entanto, centrar o objeto de estudo na sociedade, na cultura que reproduzem discursos a respeito dos corpos lesionados. O objeto de estudo são as representações ou discursos que regulam o modo de pensar sobre as pessoas deficientes. Essas representações são a respeito dos procedimentos metodológicos, das escolhas dos objetos e instrumentos de ensino, dos procedimentos avaliativos, dos fatos e conflitos que ocorrem no campo de trabalho, das funções do ensino especial e inclusivo, das aprendizagens dos alunos e das políticas públicas que foram desenvolvidas nas escolas. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas, das quais se depreendem discursos de representações sociais das professoras que atuaram em duas escolas especiais de surdos: O Instituto Nacional de Surdos (INES), localizada no Rio de Janeiro-RJ e a Unidade de Educação Especial Professor Astério de Campos (UEESPAC), localizada em Belém-Pa. O papel do pesquisador, neste caso, é filtrar as representações dadas pelos participantes, buscando razões que expliquem as suas participações nos fatos relatados. Os resultados indicam discursos capacitistas e normalizadores, mas também, já se constata afirmações e ações que no trabalho docente vão ser caracterizados de disnormalizadores.

15/05/2011

II COLÓQUIO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO EM LÍNGUA E LITERATURA DOS PROFESSORES DO DLLT

Dias: 16 e 17 de junho de 2011, quinta-feira e sexta-feira,
Local: no auditório da UEPA - CCSE.
Comunicações: de acordo com a programação do evento, ainda em fase de construção, ocorrerá a apresentação de dezesseis comunicações, que serão distribuídas nos turnos da manhã e da tarde. Para a escola, daremos prioridade para os trabalhos já concluídos recentemente ou em andamento que não foram apresentados no I Colóquio.
Período de inscrição: 30/05 A 10/06/2011
Local de inscrição: Secretaria dos Departamentos (9 h às 18 h no CCSE / bloco I - 1º andar)
Público-alvo: profissionais e alunos da área de letras e áreas afins interessados no evento.
Mais informações: 4009-95-25 – DLLT